{"id":542,"date":"2024-10-01T16:22:52","date_gmt":"2024-10-01T16:22:52","guid":{"rendered":"https:\/\/startersites.io\/blocksy\/business\/?p=542"},"modified":"2024-09-18T20:18:38","modified_gmt":"2024-09-18T20:18:38","slug":"quem-defende-o-fornecedor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ansilvaadvocacia.com.br\/index.php\/2024\/10\/01\/quem-defende-o-fornecedor\/","title":{"rendered":"Quem defende o fornecedor?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"542\" class=\"elementor elementor-542\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3ba78bb2 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"3ba78bb2\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-735a3ba6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"735a3ba6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.22.0 - 26-06-2024 *\/\n.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-stacked .elementor-drop-cap{background-color:#69727d;color:#fff}.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-framed .elementor-drop-cap{color:#69727d;border:3px solid;background-color:transparent}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap{margin-top:8px}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap-letter{width:1em;height:1em}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap{float:left;text-align:center;line-height:1;font-size:50px}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap-letter{display:inline-block}<\/style>\t\t\t\t<!-- wp:paragraph -->\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Hiposufici\u00eancia, invers\u00e3o do \u00f4nus da prova, prote\u00e7\u00e3o do consumidor em seus direitos fundamentais como parte da defesa dos direitos humanos, respeito, dignidade, informa\u00e7\u00e3o e outros tantos termos e princ\u00edpios s\u00e3o utilizados para demonstrar a fragilidade do consumidor e a necessidade do resguardo dos seus direitos. Mas e os direitos do fornecedor?<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A prote\u00e7\u00e3o do consumidor, defendida a longa data internacionalmente e quase vinten\u00e1ria em nosso pa\u00eds, trouxe consci\u00eancia de deveres e obriga\u00e7\u00f5es dos fornecedores em rela\u00e7\u00e3o aos consumidores, protegendo estes como parte fr\u00e1gil da rela\u00e7\u00e3o de consumo. Contudo, h\u00e1 um consenso de que os direitos do fornecedor devem ser esquecidos e que quem fornece sempre \u00e9 o vil\u00e3o da hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A defesa do consumidor s\u00f3 existe porque h\u00e1 dois polos: consumidor e fornecedor. Sendo assim, para ter direitos deve haver tamb\u00e9m obriga\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas \u2013 e n\u00e3o apenas unilaterais. O fornecedor tem sim direitos garantidos pelos princ\u00edpios gerais do direito e pelas leis.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Pelos princ\u00edpios gerais do direito, representados pela boa-f\u00e9, equil\u00edbrio, dever de lealdade, reciprocidade, verdade, respeito e dec\u00eancia, entre outros tantos, o fornecedor deve ser protegido. No trato com o fornecedor, esses princ\u00edpios devem nortear a atua\u00e7\u00e3o dos consumidores que, por serem considerados fr\u00e1geis, n\u00e3o est\u00e3o isentos de sua obedi\u00eancia. S\u00e3o de princ\u00edpios que devem pautar todas as rela\u00e7\u00f5es, sejam elas humanas ou de consumo.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Constitucionalmente, a prote\u00e7\u00e3o do fornecedor est\u00e1 garantida na possibilidade de sua ampla defesa, o que significa que tem direitos e que estes podem ser ofendidos pelo consumidor. A legisla\u00e7\u00e3o nacional de prote\u00e7\u00e3o ao consumidor, o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, preconiza que as rela\u00e7\u00f5es de consumo devem se embasar na transpar\u00eancia e harmonia. Rec\u00edprocas. A necessidade de harmoniza\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e que ambos, fornecedor e consumidor, devem ser protegidos, uma vez que os dois lados t\u00eam potencial lesivo.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A quantidade de a\u00e7\u00f5es que tramitam nos tribunais demonstra que os princ\u00edpios gerais do direito s\u00e3o desrespeitados frequentemente e, certamente, o consumidor \u00e9 suscet\u00edvel de desrespeit\u00e1-los. \u00c9 preciso ter cautela ao promover a defesa absoluta da inoc\u00eancia do consumidor e analisar com rigor os fatos ocorridos pontualmente, para n\u00e3o condenar a priori o fornecedor.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Certamente as regras de consumo garantiram maior seguran\u00e7a, transpar\u00eancia e lisura nas rela\u00e7\u00f5es de consumo. Por outro lado, a te\u00f3rica fragilidade do consumidor acarretou para o fornecedor um risco permanente de que consumidores de m\u00e1-f\u00e9 fa\u00e7am uso dos mesmos direitos destinados \u00e0queles que procedem embasados no respeito rec\u00edproco, causando-lhe danos por meio de a\u00e7\u00f5es e reclama\u00e7\u00f5es infundadas onde, somente ao fornecedor caber\u00e1 o fornecimento de provas (que muitas vezes n\u00e3o existem pela pr\u00f3pria natureza da rela\u00e7\u00e3o de consumo ocorrida).<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Se n\u00e3o forem observados os princ\u00edpios de harmonia das rela\u00e7\u00f5es de consumo, protegendo tamb\u00e9m o fornecedor, apreciando-se com modera\u00e7\u00e3o e prud\u00eancia argumentos e relatos dos consumidores, corre-se o risco da burocratiza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de consumo, em sua maioria informais, na tentativa dos fornecedores, receosos de problemas futuros, terem que tudo prever e planejar para sua prote\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Al\u00e9m disso, injusti\u00e7as devem sempre ser evitadas. Atribuir um poder supremo aos consumidores e uma condena\u00e7\u00e3o pr\u00e9via dos fornecedores significa, de antem\u00e3o, o cometimento de uma grande injusti\u00e7a \u2013 a desproporcionalidade \u2013 em detrimento da maior mostra de justi\u00e7a que pode haver, o equil\u00edbrio.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">*Adriana Gavazzoni \u00e9 advogada e professora da Universidade Positivo.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Leia mais em: https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vida-e-cidadania\/consumidor-x-fornecedor-quem-fornece-nao-tem-direitos-bh16kylz3am3sn8apl7fvzc5q\/<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Copyright \u00a9 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.<\/span><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hiposufici\u00eancia, invers\u00e3o do \u00f4nus da prova, prote\u00e7\u00e3o do consumidor em seus direitos fundamentais como parte da defesa dos direitos humanos, respeito, dignidade, informa\u00e7\u00e3o e outros tantos termos e princ\u00edpios s\u00e3o utilizados para demonstrar a fragilidade do consumidor e a necessidade do resguardo dos seus direitos. Mas e os direitos do fornecedor? 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